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25 mai Mudança de plataformaSURPRESA!!!!
Este Space foi rebatizado e agora está na sua versão 2.0. Como todo adulto, ele saiu da casa dos pais e agora está num novo endereço, absolutamente sozinho, livre e independente.
Para conferir as últimas novidades deste moleque, acesse:
Houaiss fala sobre Parlatorium: "conversa informal, agradável, sem assunto específico; cavaqueira". Melhor definição, impossível. Um local de poesia. De viagens. Reflexões. Humor. Um pequeno observatório de primatas, porque a gente não só fala. Também analisa. 12 janvier Pensamentos das últimas 24 horas- Porque as criaturas que mais adoram falar sentam do meu lado exatamente quando estou a fim de cochilar o caminho inteiro, na volta pra casa?
- Eu nunca vou conseguir ler tudo isso... Quando penso que estou perto da plenitude, vem essa bendita revista mostrar todo o horror da minha ignorância...buáááááá....
- Porque algumas pessoas tem compulsão por zapear??? Não sabem assistir a um programa de cada vez? E porque elas sempre mudam de canal na melhor parte?
- Será que o SBT não consegue nomes mais ridículos para as suas novelas? Quando eu achava que "Café com aroma de mulher" era o que de pior podia existir, me chega "Mariana da Noite". Arreeee!
- Quando será que vão inventar um remédio pra bronquite que não aumente o apetite? Ah, deixa pra lá...esta carne está tão boa...o mousse...e aquele doce está realmente me chamando...
- Nunca havia notado: a jornalista que apresenta o jornal da Record pisca compulsivamente. No mínimo, 1 piscadela por palavra dita.
- Porque o despertador já está tocando??? Eu acabei de pegar no sono!!! Quem avisa, amigo é...Responda rápido: - Qual a causa para o aquecimento global?
A teoria mais acertada para tal acontecimento é a aproximação de Hercóbulus. Não sabe o que é isso? Pois bem, é um planeta vermelho (não confundir com Marte), que está em rota de colisão com a Terra. É 6 vezes maior que Júpiter. Ele é a causa das mudanças climáticas, catástrofes naturais e também dessa tua unha encravada.
Mais informações em: http://www.hercolubus.com.br/
Em tempo: estou com vontade de comprar este livro só pra dar umas gargalhadas. Como é possível que alguém possa ser enganado por tal baboseira? Porque um livro com tal conhecimento científico seria vendido a R$3,50 e nenhuma revista científica, nem as underground, propagaria esta novidade? Qualquer jornalista do mundo daria o braço direito (se fosse destro) ou o esquerdo (se fosse canhoto) pra conseguir tal furo de reportagem. E o pior: se é assim tão grande e perigoso, porque as informações sobre tal planeta só aparecem em fontes esotéricas e não de astronomia? Apenas para não assustar a população mundial? Eu, hein...tem doido pra tudo nesse mundo. 11 janvier Mais causos da vida...Prólogo
Aconteceu há alguns anos, mas nunca esqueci.
Por um milagre do destino, estava eu num ônibus muito confortável e praticamente vazio, num agradável final de tarde(*). A mente já estava sem preocupações e eu já podia apreciar o pôr-do-sol tranqüilamente. Eis que o ônibus pára e sobe uma criança, um menino dos seus 7 ou 8 anos. Para as outras pessoas era apenas mais uma das que pedem esmolas nos coletivos. Para mim, era a criatura com os olhos mais puros e o sorriso mais doce que já vira. O Encontro
Eis que ele senta do meu lado. E me pede dinheiro. Pergunto, com ar de riso, o que ele vai fazer com as moedas que eu der. "Vou comprar uma bola". Eu não acreditei muito na história, mas ele me prometeu que era isto que faria. De qualquer maneira, ele já havia conquistado mais um bolso. Entreguei-lhe algumas moedas, lembro que dei a metade do dinheiro que ele me disse faltar para comprar a tal bola.
Um pedido inesperado
Até aí, nada de muito especial. O que me fez gravar aquela tarde num quarto especial da memória foi o pedido seguinte:
"Me dá carinho..."
De início, eu não acreditei no que ouvia. E fiz o que sempre faço quando algo me surpreende: tive uma crise de riso. Ele repetiu o pedido. E desta vez não tive como negar: o pedido parecia extremamente sincero. As crianças pedintes não costumam dizer isto! Ninguém costuma dizer isto! Mas ele disse. E eu atendi o pedido. Acariciei o cabelo dele e ficamos conversando por mais alguns minutos.
Enquanto isto, as demais pessoas no ônibus olhavam para nós num misto de espanto, preocupação e divertimento. Algumas, com alma mais dura, me olhavam como se fosse louca: quem já viu tratar um pedinte daquele jeito? Outras, pensavam como iriam me defender no caso daquele "pivete" me assaltar. Confesso que isso até me passou pela cabeça. Mas só no início.
Alguns pontos depois, ele desceu. E eu continuei, ainda sem acreditar no que havia acontecido.
Depois da surpresa, as reflexões
Nesta tarde a lição não foi de igualdade social ou a tristeza da mendicância infantil. Fiquei pensando em como nós, seres humanos, somos feitos de uma matéria tão sensível. E em como nós nos esforçamos para esconder isto. Quantas vezes estamos a ponto de fazer pedidos pedidos semelhantes ao que ouvi aos que estão à nossa volta, mas não temos coragem.
Quantas vezes nos impedimos um sorriso ou uma conversa com um desconhecido, porque estamos ocupados demais com nossa própria existência... E quantas tardes agradáveis deixam de se tornar especiais e inesquecíveis por causa disto. Fim do episódio
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*Conversa com bêbados, senhoras de idade, galera "da pesada". Ônibus, pra mim, são fontes inesgotáveis de histórias. Também pudera, passo no mínimo 2 horas por dia dentro de algum deles. Considerando que quase nunca eles vêm vazios (em média, existem 50 pessoas lá dentro), e eu pego no mínimo 2 por dia, são 100 seres humanos com coisas pra contar. Nenhuma viagem de carro me daria tal diversidade :-)
6 janvier Depois de um tenebroso inverno...Inverno??? Em Maceió??? Não me faça rir!!!
É. Inverno, sim. Mas não na temperatura. Isto seria impossível numa cidade tropical como a que vivo. Inverno nos pensamentos, nos sonhos.
Desde outubro que já não pensei mais no que queria, nos anseios de longo prazo. O hoje já me trazia preocupações demais. E foi assim até dezembro. Um dia de cada vez, a uma velocidade impressionante e sempre difícil.
Assim, não mais escrevi desde então. Minhas angústias e dores nesse período não repousaram no papel. Dessa maneira, elas ficaram ocupando espaço no sótão da minha mente. E só saíram depois de uma faxina mental de Ano-Novo.
Sinto que deixo partes interessantes de mim quando escrevo. E do final do ano, eu nada deixei.
Bem, mas o saldo foi simples de ser contado. Aprovação na faculdade, fim do período de correria no trabalho, uma fé renovada no futuro e na proteção divina. Minha vida seria só tranqüilidade. Seria. Porque finalmente eu arranjei algo com que ocupar não só a mente, mas aquele órgão que chamam de bomba do corpo humano. É, exatamente aquele que fica do lado esquerdo do peito. E isto não é tranqüilo. Nem fácil. Mas gosto de desafios. É interessante tentar. 6 octobre ...Tempo.
Algumas horas por dia. Para si. Para rir. Para divertir. Tempo. Para não fazer nada. Para refletir. Para crescer. Tempo.
Por mais que economize [ estou sempre sem. Tempo.
Um dia ele acaba. E não dá pra recarregar. 5 octobre "Delicadeza"...que palavra sensível e frágil, não?Não confunda delicadeza com voz suave
Não confunda delicadeza com vestidos esvoaçantes e floridos Não confunda delicadeza com ohos prontos para chorar O que pode ser mais delicado do que uma rocha?
Seus átomos são tão dispersos quanto os de uma rosa. A rocha não parece delicada para nós porque não se desmancha ao toque.
Não se desfaz ao sopro. E o tempo a ela se curva. Mas quem disse que ela não é delicada?
Aplique-lhe a força no ponto necessário e ela se desmanchará. E mesmo que não se desmanche, isso não quer dizer que não tenha delicadeza. Quer dizer apenas que não é a você que ela irá se submeter. Quem sabe o próximo... Se até uma rocha pode ser delicada, porque insistimos em dizer que algumas pessoas não são? 31 août Imparcial, eu?!?!?Premissa: "Il Divo não é uma boy-band"
Qual é o conceito de uma boy-band? Seria uma banda constituída por garotos/homens belos, que cantam músicas açucaradas e arrastam multidões de meninas/mulheres ensandecidas? Hum...
Se for desta maneira, Il Divo é uma boy-band. E eu me vi, idiotamente, defendendo-os numa conversa com amigos. Mas será que não conta nadinha o fato de eles serem cantores líricos com uma carreira já estabelecida anteriormente? Foi este meu argumento. (Confesso: eu realmente gostei de suas vozes e a letra respeita minimamente minha inteligência. Gosto de ouvir tenores e afins cantando. Mas também ouço Adriana Calcanhoto e System of a Down) Mas aí...enquanto procuro o cd do Il Divo num site de compras encontro a seguinte descrição de produto: "opera boy-band". Well, eu me rendo: a voz do marketing deve ser a voz "de Zeus.
Moral da história: Todos somos parciais e por ora contradizemos nossos princípios. Só que em coisas diferentes.
...
Não, isto não redime os acusados nas CPIs! Padecendo de depressão pós-decisãoDecidir é fácil.
Conviver com as conseqüências é que a(o) faz corajosa(o)
Não me sinto feliz agora.
Deveria, já que tomei a decisão até com relativa tranqüilidade. Mas agora não me sinto. Pode ser por causa da Faith Hill cantando no meu ouvido. Hum...vou desligar. ...
Não, vou ligar de novo: não há como raciocinar sem música, mesmo sendo açucarada e melosa como esta.
...
Ah...vou parar de me preocupar com a música e escrever. É uma ótima forma de exorcismo.
Bem, eu tinha que fazer uma escolha e fiz. Mas agora me sinto estranha. Deveria estar feliz e aliviada mas tudo o que me passa pela cabeça é que vou me arrepender. Ainda não me acostumei com a idéia de que não
posso agradar a todos. Como vou defender a decisão diante de pessoas diretamente interessadas e que não concordam com o que fiz?
Único Argumento: Diferença Financeira
Que Deus me ajude.
Que tudo corra da melhor maneira possível. Que a situação dê uma guinada de 180°. Que eu não erre. E que não esqueça dos objetivos: retormar a linha do ponto onde parei, desta vez com consciência tranqüila e mais maturidade; estruturar a vida; e conseguir curtí-la de vez em quando. Em criança e adolescente, nunca consegui chegar a um esboço muito definido de como seria meu futuro. Até hoje ainda não tenho. Desejos, muitos. Sonhos, inúmeros. E dificuldades tremendas também. Mas preciso me lembrar de que só é possível dar um passo de cada vez. Espero não ter pisado num buraco agora. 30 août Ainda sobre crianças. Não, não estou esperando nenhumaHistórias da vida real I
Prólogo:
Um dia destes estava voltando para casa mais cedo (milagrosamente). No ônibus, lá pelo meio do caminho, sobe uma criança que vende jujubas. Ao anunciar seu produto, ela mal consegue pronunciar as palavras direito, cortando sílabas e eliminando plurais. Mas já tem a inflexão típica dos vendedores ambulantes. E comove pela simplicidade.
Gosto de jujubas. E confesso que até nutro simpatia por aquele garotinho. Muitos outros tentam passar uma imagem de sofredores ou "maiorais", mas este passa sinceridade. Talvez por isto eu tenha simpatizado com ele.Porém, naquele momento, eu não queria comprar jujubas. E torci para que alguém comprasse no meu lugar. Duas senhoras, no banco atrás de mim, compraram. Animei-me e minha consciência ficou menos pesada. A causa da fúria: Depois do garotinho descer, as senhoras que compraram e outras começaram a fazer comentários. E fui obrigada a ouvir que : "esse garoto é UMA LIÇÃO DE VIDA!", "tantos maloqueiros sem trabalhar e ele já se esforçando", "é bom assim, porque ele já cresce trabalhando e com responsabilidade". Uma pergunta que não quer calar:
Acho que há muito tempo que não sentia tanta raiva. Nenhuma daquelas pessoas questionou o fato de ser apenas uma criança. De provavelmente ela estar ali forçada. Nem sequer o fato de ela estar fora da escola. E agora que escrevo isto, me vem um questionamento que gostaria de fazer àquelas pessoas: "Já que esta é uma experiência tão boa, porque seu filho não está aqui?". Porque é isto que eu gostaria de saber. Depois da tempestade, as reflexões:
Sei que o trabalho constrói. Sei que é preciso ganhar responsabilidade e maturidade. Mas aquele garoto tinha apenas oito anos. E embora minha cidade não seja grande, preocupa-me o fato de já tê-lo visto em linhas de ônibus completamente diferentes, no mesmo dia. Penso no que ele faz quando não é vendedor. Penso em sua perspectiva de futuro. Penso em como ele poderia ser ajudado. E preocupa-me o fato de não ver outros pensando sobre isto.
Onde fica a educação daqueles que fizeram comentários tão infelizes sobre o pequeno vendedor? Tiveram lições de matemática, geografia, português, história, mas não construíram uma consciência política. Sabem sentir pena. Sabem admirar um trabalhador-mirim. Mas não pensam se aquilo é correto ou desejável. E a situação perdura. Acho que muitos de nós ficam insensíveis com o passar do tempo. Deixam de se revoltar com o que está à sua volta. Direcionam suas mentes para as próprias vidas e problemas. Não se permitem sequer meditar sobre um problema. Bloqueiam qualquer reflexão com um "Isso não adianta. Não posso mudar. Deixa como está". E prosseguem com sua existência. É por isto que, mesmo não podendo mudar, cansei de ficar quieta. Quem sabe eu não inflamo alguém que possa mudar? Quem sabe, um dia, eu não possa mudar? Na pior das hipóteses, eu deixo de guardar raiva. Dizem que dá ataque cardíaco. Fim do episódio
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OBS: o título "Histórias da vida real" aplica-se a fatos que viraram temas de posts. Este título é provisório e a autora não sabe se ele possui direitos autorais. Em caso de problemas, antes de processá-la, favor deixar um comentário. Pelo menos para que ela possa arranjar um advogado :-) Sobre tecnologia, estrelas e crianças com frio "Mantenha os olhos na estrela"
Não, eu não quero dizer que se deve ficar de olho grudado no horóscopo. Ou que a astronomia seja a solução para os problemas do mundo. O que quero dizer é: para fazer algo, o que quer que seja, tem-se que manter os olhos fixos num objetivo que seja maior do que você, maior que sua limitada área de ação. E eu simplesmente não sei mais onde está a minha estrela. Não consigo conceber a idéia de estudar e me dedicar tendo como estrela o enriquecimento das empresas. A cada vez que vejo seres humanos tranformados em criaturas piores que animais, penso em como a minha vida é de pouca utilidade. Podem me chamar de sonhadora, idealista. É a história clássica: "Todos querem mudar o mundo, mas ninguém quer ajudar a mãe a lavar a louça". Para começo de história, gosto de lavar louça. E ajudar pessoas que realmente precisam me deixa imensamente feliz. Sou alguém que gosta de pessoas. Que precisa de desafios intelectuais, que gosta de se sentir inteligente também. Mas que é capaz de ficar horas em profunda tristeza por ver uma criança com uma roupa esfarrapada trabalhando, enquanto adultos em jaquetas jeans tiritam de frio. Fica triste por não ajudar. Por ver passar por seus olhos tantas teorias, princípios e preceitos. Por não ver como estes princípios ajudam pessoas. Pessoas MESMO. Não apenas funcionários e clientes de uma organização. Não a diretoria de uma empresa. Não você mesmo. Mas alguém que precisa de conhecimento e amor mais do que você de dinheiro. Isto não quer dizer que eu não precise de dinheiro. Pelo contrário. Como preciso. E a área que escolhi realmente tem grande potencial nesse aspecto para os que são bons. Mas como disse no começo, preciso de uma estrela onde fixar os olhos e na qual possa me apoiar quando os problemas vierem. Algum objetivo que faça valer a pena todos as pedras que serão arremessadas em minha direção. Não que as pessoas que lidem com tecnologia sejam inúteis e que os cientistas pensem apenas em si mesmos. Não que as máquinas não possam trabalhar de forma útil para os humanos. É que apenas isto está tão fora da realidade onde vivo... Talvez esta seja apenas mais uma crise existencial. Talvez esta seja a última crise existencial. Talvez seja uma mudança no rumo da vida. Um sinal. Talvez. Pode ser que eu mude de idéia daqui a algumas horas. Mas prefiro deixar o pensamento atual registrado. Para fins de auditoria futura. 22 juillet Mania de perseguiçãoOs olhos cansam de tanto ver letrinhas passando pela tela. A mente já nada absorve daquilo que as retinas captam. Estou cansada.
Cansada e doente. Mas a Lista de Coisas por Fazer (LCF) não espera. Ela consegue ser ainda mais chata e impaciente do que eu. Então, vamos fazendo uma queda-de-braço: eu não faço de cá e ela não me deixa em paz de lá. Quero só ver se quem será a vitória. Ok, ok...vou começar a juntar aliados para atender às ordens da LCF: Coldplay, lenços, apostilas. E contra mim lutam: sono, tosse, espirros. ...
... ... Eu me rendo: vou pra casa. Volto depois de um longo período de hibernação. 4 juillet No frio do ar-condicionado...Onde você está agora?
Não, não estou lhe perguntando se está em pé, ou deitado, estudando, em casa ou no trabalho. Pergunto em que ponto da vida você está. E especialmente, se era isto que você imaginava. É que estive me perguntando para onde vão os sonhos de criança depois que a gente cresce. Se alguém souber a resposta me avisa. Tenho uma teoria: os sonhos não acabam. Eles mudam. Mudam de uma maneira que jamais poderíamos prever e quando nos damos conta, nem sequer nos lembramos de como eles eram no começo.
Eu queria ser coreógrafa, atriz, arqueóloga, empresária.
O que você queria ser quando crescesse? |
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